Impactos da governança corporativa (novo mercado) em empresas do setor de consumo cíclico e não-cíclico no período de 2018 a 2021

Data
2022-12-19
Orientador(res)
Teles, Caio Augusto Colnago
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Resumo

Este trabalho busca mostrar a relevância e evolução da Governança Corporativa enquanto mecanismo que busca equidade entre os investidores sobretudo em seu sentido de mitigar a expropriação do investidor minoritário favorecendo a pulverização das ações no mercado. Nossa expectativa é identificar uma redução na volatilidade das ações que aderiram ao mais alto grau de governança corporativa, Novo Mercado. Assim como analisar o comportamento das ações em tempos de estabilidade e tempos de crise, com a intuição de que em tempos de estabilidade ações que não adotem boas práticas de governança corporativa, e consequentemente sejam mais arriscadas, tenha maior rentabilidade. Comparar com momento de crise, onde a intuição se inverte, investidores tendem a se desfazer de ativos mais arriscados. Para isso, utilizamos uma amostra contendo as empresas do setor de consumo cíclico e não-cíclico classificadas pela B3, durante o período de 2018 a 2021 (pré-crise e crise covid-19). Realizamos duas regressões cross-section com uma variável dummy Novo Mercado para identificar o impacto da adesão ao padrão de governança exigido pelo Novo Mercado sobre o retorno e volatilidade das empresas analisadas. Concluímos que não houve significância estatística para a variável independente NM (Novo Mercado) explicar a variável dependente RNOM (retorno ajustado anualizado). Em contrapartida, a variável dependente VLTM (volatilidade), corroborou a tese de que a adesão voluntária ao mais alto grau de governança corporativa reduz a volatilidade das ações.


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