Entre colaboração e contenção: o ativismo regional do Brasil diante dos EUA na unipolaridade (1995–2002)

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Data
2025-12-16

Orientador(res)

Spektor, Matias

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Na década de 1990, o Brasil intensificou seu engajamento diplomático e econômico na América do Sul - região historicamente situada sob a esfera de influência dos Estados Unidos desde o século XIX. Durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), esse movimento consolidou um projeto regional que redefiniu o léxico da política externa brasileira ao substituir o conceito de América Latina por América do Sul como eixo estratégico de ação. Esta tese investiga sob quais condições o Brasil ampliou sua influência regional em um contexto de unipolaridade global e hegemonia norte-americana no hemisfério, analisando as condições que permitiram a expansão de sua projeção diplomática sem provocar reação do hegemon. Argumenta-se que, ao delimitar o espaço sul-americano como sua zona preferencial de atuação, o Brasil implementou duas estratégias complementares de ativismo regional — colaboração seletiva, em áreas de convergência com os Estados Unidos, e contenção limitada, em situações de divergência — que lhe possibilitaram exercer liderança política e diplomática dentro dos limites impostos pela ordem unipolar. A pesquisa baseia-se em análise documental e históricointerpretativa de fontes primárias e secundárias, incluindo arquivos diplomáticos e entrevistas orais.

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