O peso da aparência para mulheres e homens na indústria de serviços financeiros

Data
2023-07
Orientador(res)
Tonelli, Maria José
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Resumo

As pressões da sociedade para a criação de ambientes corporativos diversos, mais inclusivos, justos e igualitários é cada vez maior. Nesse contexto, traz-se à discussão o julgamento com base na aparência dentro das organizações e como o lookismo, preconceito em relação à aparência, é percebido por homens e mulheres, executivos que atuam no ecossistema corporativo do setor de serviços financeiros. Homens e mulheres enxergam de forma muito semelhante a questão do lookismo, o preconceito relacionado a aparência. Entendem que aparência, conceituada aqui como imagem pessoal que se apresenta ou que se quer apresentar em determinada situação, importa e pode influenciar em alguns processos de tomada de decisão. Os códigos de vestimenta, conhecidos como dress code, estão vivos nas organizações, sejam eles divulgados formalmente ou não, e precisam ser seguidos, não havendo espaço para ousadia quando se tem em perspectiva o crescimento de carreira, seja em uma determinada instituição ou setor de atuação. Tanto homens como mulheres entendem que o peso, o julgamento e as cobranças, quando o assunto é aparência, são maiores em relação às mulheres, mas não são nulos para os homens. Atributos relacionados à estética, vestimenta, aspectos físicos e comportamento, percebidos como os mais avaliados, têm pesos e importância distintas na visão de homens e mulheres. O artigo contribui para fomentar a discussão e evidenciar a relevância do tema para indivíduos e organizações, pois o julgamento relacionado à aparência pode produzir condições assimétricas de oportunidade e trazer reflexos perversos, aumentando não só a exposição ao risco de imagem, mas também impactando resultados.


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