Delegating business decisions to AI: a controversial dilemma
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Data
2026-03-11
Autores
Orientador(res)
Sanchez, Otávio Próspero
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Resumo
O surgimento de ferramentas avançadas baseadas em IA (ex.: IA generativa, agentes de IA e sistemas de agentes de IA) não apenas destacou a importância da delegação nos ambientes de negócios atuais, mas também revolucionou o trabalho e a vida humana, permitindo confiar nessa tecnologia para realizar tarefas que antes dependiam exclusivamente da inteligência humana. Agentes de IA com autonomia limitada – ou seja, sistemas artificiais que possuem cognição automatizada incorporada em uma relação de agência – podem aliviar a complexidade da tomada de decisões, liberando os humanos para se concentrarem em questões que exigem abordagens mais criativas e intuitivas. No entanto, apesar dos benefícios evidentes da delegação de decisões a agentes de IA, existem preocupações significativas em relação à (a) relutância humana em abrir mão do controle, podendo gerar decisões subótimas, (b) resistência humana em seguir resultados previstos pela IA, podendo comprometer os ganhos dos investimentos em IA, e (c) incerteza sobre o papel adequado que humanos e IA devem desempenhar na tomada de decisões, podendo gerar ameaças à identidade e ansiedade no ambiente de trabalho. Para abordar essas questões nebulosas, esta dissertação visa desvendar as complexidades da transferência de direitos e responsabilidades de decisão para agentes de IA em contextos de tomada de decisão empresarial, por meio de três artigos interconectados que examinam o fenômeno em contextos de decisão que tendem ao julgamento humano, utilizando diferentes lentes teóricas e uma abordagem metodológica de aprofundamento progressivo. No total, 702 decisores dos Estados Unidos forneceram dados para construir uma estrutura robusta de descobertas. Enquanto o primeiro artigo revela potenciais fatores que impulsionam e inibem a disposição humana para delegar, bem como cadeias de mediação que levam a uma maior ou menor disposição de delegação, o segundo artigo identifica quatro configurações de condições causais que levam à resistência humana em seguir resultados previstos pela IA, bem como os mecanismos causais pelos quais esses resultados ocorrem. O terceiro artigo demonstra que a complexidade da tarefa leva os humanos a preferirem que os agentes de IA desempenhem um papel consultivo, em vez de autônomo, na tomada de decisão, refletindo o declínio da confiança na IA quando o risco percebido é alto, embora essa relação seja atenuada por uma alta autoeficácia relacionada à tarefa. Por meio desses resultados, a pesquisa contribui para aprimorar o conhecimento acadêmico em diferentes linhas de pesquisa – delegação de decisões, delegabilidade de tarefas, automação cognitiva, interação humano-IA, sistemas sociotécnicos e aversão a algoritmos – e oferece aos profissionais insights valiosos para lidar com as deficiências humanas e as limitações da IA. Além de ampliar o conhecimento sobre a delegação de decisões, de uma perspectiva humano-humano para uma perspectiva humano-IA, esta dissertação desvenda algumas das complexidades inerentes à delegação de decisões a agentes de IA em contextos de tarefas empresariais subjetivas, por meio de diferentes abordagens.
