A desigualdade no imposto de renda

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2019-07

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As tabulações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) têm sido utilizadas para reavaliar a desigualdade no Brasil, revelando rendas mais elevadas para os mais ricos em comparação às pesquisas domiciliares. Embora os dados tributários sugiram uma desigualdade maior do que a captada por fontes tradicionais, seu uso apresenta limitações. Entre 2007 e 2015, as declarações mostraram forte crescimento médio da renda real (5,1% ao ano), com destaque para o período 2007-2011, de 10,1% ao ano. Entretanto, esse aumento parece superestimado devido a fatores como maior fiscalização, mudanças legais e alterações nos incentivos de declaração. O número de declarantes cresceu abaixo da população adulta, mesmo com a redução do limite de isenção e a formalização crescente do mercado de trabalho, o que indica inconsistências. Assim, os dados fiscais oferecem evidências importantes, mas precisam ser analisados criticamente em conjunto com outras fontes.

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