Internationalization of business schools and their strategic response to institutional complexity

Carregando...
Imagem de Miniatura
Data
2021-07-13

Orientador(res)

Carneiro, Jorge

Métricas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Resumo
Nestas últimas décadas, há uma expectativa de que cada vez mais as Escolas de Negócio (EN) se tornem internacionais. A internacionalização na indústria da educação superior, é um dos esforços acadêmicos e administrativos mais desafiadores e demorados, além disso não ocorre sem tensão. O engajamento internacional não é facilmente alcançado, uma vez que a produção ou a entrega do conhecimento é afetada pela cultura, regulamentos e mercados locais, ou outros fatores idiossincráticos que tornam as percepções locais essenciais. Frequentemente, demandas ambíguas - as múltiplas lógicas institucionais nos níveis interno, local e global - desencadeiam situações de complexidade institucional. Apesar da internacionalização ser um desafio prático, os estudiosos não têm dado atenção suficiente a como as instituições de ensino superior (IES) respondem estrategicamente à dinâmicas da indústria e à complexidade institucional em face das diferenças fundamentais em termos de expectativas, regulamentos, crenças e valores dos stakeholders que tornam o comportamento imitativo impossível ou indesejável. Estudos anteriores sobre a internacionalização de IES sofrem de uma limitação significativa: eles implicitamente assumem que as pressões normativas e cognitivas transfronteiriças levarão a um comportamento isomórfico, desconsiderando que as organizações têm agência e, que diferentes escolas devem responder de maneiras diferentes. Eu contesto a suposição simplificada de que as EN são homogêneas em suas estratégias, identidades, modelos e atividades em resposta a pressões homogeneizadoras, como credenciamento, rankings e, em meu caso, internacionalização. Em vez disso, sustento que as EN estão inseridas simultaneamente local e globalmente em contextos sociais, econômicos, políticos e profissionais, que abrem oportunidade para escolhas estratégicas e diferenciação em modelos de negócios. Investigo como as respostas estratégicas à complexidade institucional afetam a internacionalização das EN. Em primeiro lugar, examino como elas enquadram sua experiência com a complexidade institucional no que diz respeito à priorização e reconciliação de lógicas quando confrontadas com a pressão da internacionalização e, em seguida, quais respostas estratégicas elas promulgaram diante da complexidade institucional, ou seja, quais combinações de características organizacionais, escolhas e experiências, estão associadas com seus modelos de internacionalização. Para desenvolver meus argumentos teóricos, não examinamo a similaridade das práticas isoladamente; em vez disso, uso Fuzzy set Análise Comparativa Qualitativa (fsQCA) para descobrir conjuntos de condições que levam as EN a se engajarem em um modelo de internacionalização específico com relação à integração de iniciativas de ensino, pesquisa e serviço. Desenvolvi uma estrutura teórica configuracional sustentada por várias combinações de condições que funcionam em interação: experiência com complexidade institucional, ambiente endógeno, amplo engajamento, imagem forte, orientação internacional, recursos financeiros e estrutura formal de apoio à internacionalização. Coletei dados em 31 EN localizadas no Brasil (10) e nos EUA (21). Encontrei evidências para apoiar meu argumento teórico de que a complexidade institucional, exacerbada pelas pressões de internacionalização, quando enquadrada de forma neutra ou positiva, ajuda a integrar as iniciativas internacionais. As escolas sustentam um modelo de internacionalização infundido ou predominantemente infundido por meio de respostas de defesa, integração, isolamento e reinterpretação. No entanto, quando enquadrada de forma negativa, a complexidade institucional pode dificultar a integração de iniciativas internacionais. As escolas sustentam um modelo de internacionalização difuso ou predominantemente difuso por meio de respostas de compromisso, acoplamento seletivo e evitação. Essas descobertas avançam para uma perspectiva de gestão estratégica que incorpora mais nuances, posto que detalhei a dimensão discricionária como uma fonte de heterogeneidade dentro da indústria com base em minha teoria de como as características organizacionais, escolhas e experiência com a complexidade institucional levaram a uma abordagem de internacionalização abrangente, destacando a importância da resposta estratégica como o mecanismo subjacente.

Descrição

Área do Conhecimento

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por