The dynamics of distance: performance insights from global virtual teams in the hybrid work model
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Data
2026-02-24
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Orientador(res)
Sanchez, Otávio Próspero
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Resumo
O trabalho remoto é uma realidade há muito tempo, proporcionando às empresas a possibilidade de trabalhar com equipes distribuídas, contar com os melhores profissionais disponíveis independentemente de sua localização geográfica, além de poder equilibrar sua estrutura de custos, realizando parte de suas atividades em localidades com mão de obra menos onerosa. Embora amplamente estudado, principalmente durante o início dos anos 2000, fatores modernos como a evolução da tecnologia, mudanças nos aspectos comportamentais das novas gerações, bem como sua relação com o trabalho, além do ponto de virada trazido pela pandemia de COVID-19, que impulsionou o modelo de trabalho remoto, tornaram os modernos Global Virtual Teams (GVT) uma versão atualizada dos anteriores, justificando assim uma análise de suas características. O ponto central deste trabalho é avaliar os fatores que levam ao desempenho de GVTs. Para analisar o contexto, utilizaremos as teorias de Trocas Sociais, Riqueza de Mídia e Expansão de Canal. Utilizando uma abordagem multimétodo, esta dissertação está organizada em três estudos interconectados. O Estudo 1 emprega uma metodologia de revisão problematizadora para examinar criticamente pressupostos na literatura de GVT e identificar paradoxos e dilemas contemporâneos. Este estudo contribui com três construtos inéditos para a literatura de Sistemas de Informação: Presença Persistente, Capital de Presença e Fadiga de Fuso Horário. O Estudo 2 aplica Análise Comparativa Qualitativa com conjuntos fuzzy (fsQCA) para examinar caminhos configuracionais para o desempenho de GVT, utilizando dados de 42 membros de equipes virtuais globais. Os resultados revelam duas configurações equifinais que levam a alto desempenho. O Estudo 3 emprega Modelagem de Equações Estruturais com Mínimos Quadrados Parciais (PLS-SEM) para testar relações hipotetizadas entre antecedentes do desempenho de GVT. Todas as nove hipóteses foram suportadas. Os resultados demonstram que tanto a VT Coordination (β = 0,333, p < 0,001) quanto a VT Cohesion (β = 0,415, p < 0,001) predizem significativamente o Desempenho de GVT. Coletivamente, os três estudos fornecem uma compreensão abrangente do desempenho de GVTs na era pós-pandemia. Os achados oferecem importantes implicações para o debate sobre retorno ao escritório, sugerindo que GVTs podem compensar a redução de interações espontâneas através de mecanismos deliberados de coordenação, e que a chave para o sucesso reside não em se as equipes são virtuais ou presenciais, mas em se elas desenvolvem tanto estruturas adequadas de coordenação quanto relacionamentos coesos.
