Gestão climática e energética das empresas chinesas no setor elétrico brasileiro

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Data
2024-06-06

Orientador(res)

Monzoni Neto, Mario Prestes

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A China é um dos principais atores na economia global, com seu desenvolvimento econômico interno e projetos internacionais exercendo influência significativa nos países que mantêm relações socioeconômicas com ela. Não por acaso, portanto, a China é um dos maiores emissores de dióxido de carbono (CO2) do mundo, tornando o seu papel fundamental na mitigação nos impactos climáticos globais. A China propôs atingir o pico de emissões de carbono até 2030 e anunciou a intenção de alcançar a meta de neutralidade de emissões de carbono até 2060. Para atingir esse objetivo o governo chinês estabeleceu metas em seu plano estratégico, no qual um dos pilares é a implementação de um modelo de desenvolvimento com menor impacto ambiental. O objetivo deste estudo é investigar o alinhamento da estratégia e as ações das empresas do setor elétrico no Brasil com o modelo de desenvolvimento proposto pelo governo chinês. Para abordar essa dinâmica foram selecionadas três empresas do setor elétrico no Brasil que possuem como controlador majoritário o governo chinês. Realizou-se uma análise detalhada de cada empresa, sua gestão em relação aos aspectos ambientais, com ênfase nas análises das ODS 7 (Energia acessível e limpa) e na ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima) suas metas estabelecidas, confrontando-as com os principais objetivos do plano estratégico do governo chinês. Essas análises revelam que as empresas possuem um alinhamento de seus projetos e investimentos no Brasil com a estratégia chinesa, sendo também possível identificar metas mais ambiciosas relacionadas ao compromisso de neutralidade de emissões de carbono. Este trabalho contribui para ampliar a literatura com uma comparação entre os principais itens do plano de desenvolvimento do governo chinês com a estratégia implementada nas empresas do setor elétrico brasileiro com controle chinês. Além disso, ressalta-se a necessidade de desenvolver e implementar regulamentações e políticas públicas no Brasil que incentivem maiores investimentos em projetos de pesquisa em novas tecnologias de geração de energia limpa e a utilização inteligente da energia em outros setores da economia, resultando em um menor impacto ambiental a longo prazo.

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