A contribuição das tecnologias sociais para a melhoria da qualidade de vida das mulheres de comunidades periféricas

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Data
2026-02-27

Orientador(res)

Pozzebon, Marlei

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Esta dissertação analisou o impacto das tecnologias sociais na qualidade de vida de mulheres inseridas em comunidades periféricas no Brasil, a partir de suas próprias experiências e narrativas. Com abordagem qualitativa, baseada em entrevistas em profundidade, o estudo foi orientado pelas Teorias das Diferenças Individuais de Gênero e Tecnologia da Informação (IDTGIT) e pelo referencial do bem-estar subjetivo, permitindo compreender como identidade, gênero e contexto social se articulam nas experiências das mulheres. Os resultados evidenciam que a participação em tecnologias sociais contribui para a ampliação do bem-estar subjetivo, do pertencimento comunitário, do reconhecimento social e da autonomia, por meio da valorização de saberes locais, práticas colaborativas e redes de apoio. Ao mesmo tempo, persistem barreiras estruturais relacionadas às desigualdades de gênero e classe, como sobrecarga de trabalho, precariedade econômica e invisibilização institucional, que limitam a consolidação dessas iniciativas. Conclui-se que as tecnologias sociais ajudam a promover melhorias situadas e relacionais na qualidade de vida das mulheres, reforçando a importância de políticas e ações sensíveis às dinâmicas territoriais e às desigualdades estruturais.

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