Uso de engenharia genética em seres humanos e eugenia: compreensão de limites para evitar consequências danosas
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Data
2023-05-26
Autores
Orientador(res)
Wang, Daniel Wei Liang
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Resumo
O presente trabalho visa analisar textos selecionados sobre engenharia genética em seres humanos, não apenas em terapias para enfermidades, mas também para situações que vão além desse propósito. Os casos que ultrapassam os objetivos terapêuticos muitas vezes são chamados de “finalidades de melhorias” em seres humanos. Essas finalidades se referem a modificar características de indivíduos humanos não apenas por questões de saúde, mas com o objetivo de criar novas versões de humanos, seja por meio de aumento de capacidades que o ser humano já possui, como memória, habilidade cognitiva, raciocínio, entre outros, ou por meio da criação de novas extensões de habilidades atualmente não dominadas por seres humanos, como força ou velocidade extremas. O uso de técnicas de engenharia genética para casos não-terapêuticos envolve uma série de controvérsias, e suscita questões polêmicas, como o pensamento Eugenista, que apesar de ter sofrido uma série de modificações ao longo dos anos, ainda poderia colocar em risco a igualdade. Por esse motivo, o presente trabalho irá analisar argumentos trazidos na literatura sobre a relação entre o uso de engenharia genética em humanos e as possíveis consequências eugenistas. Há neste trabalho a tentativa de identificar limites para o uso da engenharia genética, para que tais técnicas não resultem em práticas eugenistas que violem a igualdade e dignidade do ser humano. O presente trabalho também realizará uma breve análise da legislação brasileira frente ao desafio de equilibrar técnicas de engenharia genética e seus benefícios e os possíveis riscos para o meio social.
