A aplicabilidade da tecnologia de localização indoor em ambiente hospitalar na gestão do paciente cirúrgico eletivo

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Data
2024-06-25

Orientador(res)

Schiesari, Laura Maria Cesar

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O aumento dos gastos em saúde intensificou a busca por maior eficiência dos serviços hospitalares. Nesse contexto, o cuidado cirúrgico se destaca, sobretudo no que diz respeito à gestão do fluxo do paciente com a necessidade de otimização do uso dos recursos hospitalares. Ferramentas que consigam trazer visibilidade instantânea da localização do paciente cirúrgico em cada setor que compõe seu trajeto durante a jornada operatória, com a maior exatidão possível, podem ser de grande valia nas tomadas de decisão sobre a alocação dos recursos em hospitais cirúrgicos. Por estas razões, este estudo tem por objetivo avaliar a aplicabilidade da tecnologia de localização indoor em ambiente hospitalar na gestão da jornada do paciente cirúrgico eletivo. Métodos: Trata-se de estudo de natureza aplicada, prospectivo e com análise quantitativa. Realizado no período de fevereiro a março de 2024, em hospital cirúrgico privado, com estrutura terciária, na cidade de São Paulo, pertencente a operadora de saúde especializada em atendimento a pacientes idosos. Os registros do trajeto de cada paciente eletivo agendado foram mapeados desde sua chegada à recepção da unidade hospitalar até o momento de sua alta, através da associação de dispositivo de localização indoor ao pulso do paciente, com emissão de sinal BLE (Bluetooth Low Energy), sinal este captado por receptores (gateways) posicionados em todos os ambientes de estudo da jornada. As atividades executadas pelos profissionais que atenderam estes pacientes foram registradas em aplicativo disponível em telefones móveis e computadores, também associados ao mecanismo de localização indoor. Resultados: Foram analisados 320 pacientes com idade média de 69 anos (IIQ 21-97), sendo 60,4% do sexo feminino e 39,3% do sexo masculino. A mediana dos tempos de permanência dos pacientes na etapa recepção foi de 25 minutos (IIQ14-38) e o tempo na unidade de preparo pré-operatório foi de 107minutos (IIQ 71-157). As especialidades de urologia, mastologia e cirurgia oncológica representaram 50% da casuística. A mediana do tempo de transporte destes pacientes foi de 19 minutos. Foram analisados a taxa de atraso para início dos procedimentos, o tempo de sala por especialidade e por tipos de procedimento dentro das especialidades, além dos tempos de permanência hospitalar pós procedimento das especialidades e por subgrupos de procedimentos. Através dos dados, podemos observar o tempo de permanência hospitalar pósoperatória por especialidade e por procedimento, com precisão em horas, como as cirurgias de Cistectomias radicais (mediana=166h) que representaram os maiores tempos de permanência pós-operatória, seguidas pelas colectomias e retossigmoidectomias (mediana=82h). Conclusão: A tecnologia de localização indoor tem aplicabilidade quando utilizada no ambiente intra-hospitalar na gestão dos pacientes cirúrgicos.

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