Decisões de consumo e poupança com ativos ilíquidos

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Data
2021-03-31

Orientador(res)

Iachan, Felipe Saraiva

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Resumo
Consumidores demandam ativos ilíquidos apesar de não poderem utilizá-los na suavização de choques da renda. Preferências hiperbólicas e custos de transação foram adotados separadamente em modelos preocupados com esse fenômeno. Preferências hiperbólicas descontam assimetricamente o consumo futuro, gerando inconsistência dinâmica e tornando os ativos ilíquidos atraentes como instrumentos de compromisso. Eu construo um modelo que admite simultaneamente custos de transação e preferências hiperbólicas, e avalio de que forma essas características interagem. Com a simulação numérica do modelo, identifico distinções significativas entre o comportamento ótimo de consumidores com e sem preferências hiperbólicas. Essas diferenças podem ser usadas para testar empiricamente se a adoção de preferências hiperbólicas gera melhoras nas previsões de comportamento dos consumidores sob uma ótica moderna, preocupada com heterogeneidades. Em particular, observo que consumidores hiperbólicos escolhem manter uma fração maior do portfólio em ativos ilíquidos e, simultaneamente, assumir maior endividamento do que seus pares com preferências convencionais, além de estarem sujeitos a maior dispersão do consumo. Consumidores hiperbólicos também são mais afetados por variações dos custos de transação, sofrendo quedas mais severas nos níveis de consumo e bem-estar.

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