The China-Japan-Republic of Korea Trade Nexus: Part I

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2024-08-25

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Em The 36 Stratagems, um tratado anônimo sobre estratégia de origem incerta no tempo, entre a discussão dos vários princípios (estratagemas), encontra-se o conselho chinês: "Considere seu vizinho como um amigo e um rival". Nada poderia se adequar melhor às complexas relações dentro da tríade China-Japão-Coreia, três nações ligadas por uma origem cultural comum e uma história incorporada que evoluiu para sociedades surpreendentemente diferentes. Não obstante, as raízes comuns, juntamente com séculos de trocas e ocupações, deixaram fortes conexões. Ainda hoje, as três economias compartilham uma rede de interações invisíveis e desconhecidas para o observador superficial. A poderosa estrutura industrial e de serviços chinesa moderna foi fundamentada até certo ponto na tecnologia japonesa e na inserção bem-sucedida e sempre atualizada da China nas cadeias de valor japonesas e sul-coreanas. A proximidade geográfica desempenha um papel contínuo, por meio de canais diversificados de comunicação e transporte, cuja importância é difícil de perceber completamente. Apesar de diferentes posições geopolíticas e várias disputas que vão desde gestos supostamente ofensivos de autoridades japonesas, prestando respeito a soldados cujo comportamento em outros países vizinhos é classificado como desagradável, até disputas centenárias sobre cerca de uma dúzia de rochas – chamadas ilhas – no Mar da China Meridional, supostamente apoiadas em preciosos recursos, há vínculos estreitos e múltiplas atividades comuns entre as três economias. Uma compreensão mais profunda da natureza desse nexo trilateral é fundamental para avaliar melhor possíveis relações comerciais e econômicas com elas. Muitos países, o Brasil é um bom exemplo, olham para as três economias como entidades separadas, liderando três conjuntos de políticas bastante independentes para lidar com cada uma delas. Eles esquecem que, por meio de uma melhor compreensão da malha dentro dessa Tríade, as políticas podem ser otimizadas e barganhas mais inteligentes extraídas das complementaridades e rivalidades entre elas. Em tempos em que a China se afirmou como um parceiro comercial inevitável, e o Brasil e outros países consideram seriamente se envolver na abrangente Iniciativa do Cinturão e Rota, é fundamental posicionar o grande país como um vértice, enorme e poderoso como é, de um triângulo igualmente poderoso, situado ao lado da região estratégica da ASEAN. Este Trade Brief é um primeiro passo para tal análise, dentro do contexto comercial. Ele se concentra nas três economias, deixando de lado as consequências para o Brasil nesta Parte I – algo para outro Brief que está por vir. A Coreia do Sul é, de certa forma, um membro mais jovem e menor, tendo um envolvimento próximo com o Japão que não caracteriza dependência e perdurando, como o Japão, um elo relativamente autônomo com o sistema produtivo chinês, concorrente e atrativo em constante evolução para ambos. Esta situação pode dar a impressão de que um impasse mexicano está sendo perigosamente armado. Nada poderia ser mais ilusório: não é do interesse de nenhum dos três a extinção do outro par. As seções abaixo tentam fornecer evidências sobre este argumento-chave. A seção 2 apresenta dados sobre os fluxos e características recíprocas, enquanto a seção 3 busca uma análise simples dos concorrentes iniciada nos Trade Briefs 04 e 05. Ela é seguida por uma com uma série de modelos lineares, alguns também abordados anteriormente, tentando compreender a interação entre dependência e autonomia. A Seção 5 conclui. As análises são feitas em produtos de nível de 4 dígitos e consideram principalmente o ano de 2022. O banco de dados usado é o UN Comtrade.

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