Descentralização, construção de restrições orçamentárias 'hard' e a evolução do tamanho dos governos estaduais no Brasil

dc.contributor.advisorArvate, Paulo Roberto
dc.contributor.authorPalombo, Paulo Eduardo Moledo
dc.contributor.unidadefgvEscolas::EAESPpor
dc.date.accessioned2010-04-20T20:53:13Z
dc.date.available2010-04-20T20:53:13Z
dc.date.issued2007-01-19
dc.description.abstractO objetivo desse trabalho é mostrar a importância das instituições orçamentárias quando se estuda o efeito da descentralização sobre o tamanho dos governos subnacionais. No caso do Brasil, observamos que as mudanças institucionais iniciaram-se com a descentralização, oriunda de alterações determinadas pela Nova Constituição Federal de 1988, e que por sua vez possibilitou um conjunto de mudanças que determinou como resultado final a alteração do tamanho dos governos estaduais ao longo do tempo. Embora essas fossem promovidas pelo governo federal, a grande maioria delas aconteceu no sentido de tornar a restrição orçamentária dos governos estaduais mais hard, ou seja, os governos subnacionais teriam cada vez menos canais para ampliar seu endividamento, e com esse limitado, eles teriam que se adequar a uma realidade orçamentária mais rígida, em que as despesas teriam que seguir o comportamento das receitas; se essas crescessem, as despesas poderiam crescer, mas se houvesse uma diminuição, as despesas teriam que ser adequadas a esse novo montante de recurso. Das quatro mudanças nas instituições orçamentárias encontradas na literatura, três delas se mostraram importantes empiricamente na determinação do tamanho dos governos subnacionais: A Nova Constituição implantada em 1988, a mudança na forma de fazer orçamento (Efeito-Bacha) e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os resultados demonstraram que a primeira seguiu na direção de aumentar o tamanho dos governos subnacionais através do aumento de recursos transferidos via Fundo de Participação dos Estados; a segunda provocou uma diminuição no tamanho por impor uma nova realidade orçamentária, em que os governos deveriam trabalhar com o orçamento em termos reais de acordo com o que fosse determinado 6 em termos nominais; com relação à Lei de Responsabilidade Fiscal que apresentou um comportamento no sentido de aumentar o tamanho dos governos, há a questão da falta de observações em número suficiente para que seu resultado seja robusto, contudo já se percebe o sentido da influência que essa mudança teve. No caso da Renegociação das dívidas ocorrida entre os governos estaduais e a União, seu resultado mostrou-se mais como um choque negativo, do que como uma alteração que provocasse uma mudança de nível no tamanho dos governos. Trabalhamos com vinte e seis estados e um Distrito Federal entre os anos de 1986 e 2003 usando o modelo de Least Squares Dummy Variable (LSDV).por
dc.identifier.citationPALOMBO, Paulo Eduardo Moledo. Descentralização, construção de restrições orçamentárias 'hard' e a evolução do tamanho dos governos estaduais no Brasil. Dissertação (Mestrado em Administração Pública e Governo) - FGV - Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2007.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10438/2410
dc.language.isopor
dc.rights.accessRightsopenAccesseng
dc.subjectFinanças públicaspor
dc.subjectRestrição orçamentáriapor
dc.subjectTamanho dos governos subnacionaispor
dc.subjectDescentralizaçãopor
dc.subjectMudança institucionalpor
dc.subject.areaAdministração públicapor
dc.subject.bibliodataOrçamento - Brasilpor
dc.subject.bibliodataReforma administrativa - Brasilpor
dc.subject.bibliodataDescentralização administrativa - Brasilpor
dc.titleDescentralização, construção de restrições orçamentárias 'hard' e a evolução do tamanho dos governos estaduais no Brasilpor
dc.typeDissertationeng

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