PEP e PrEP no Brasil: avaliação das políticas públicas na prevenção combinada ao HIV
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Data
2025-10-15
Autores
Orientador(res)
Lima, Lycia Silva e
Tavares, Priscilla Albuquerque
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Resumo
Este estudo avalia os efeitos da distribuição da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como parte da estratégia brasileira de prevenção combinada ao HIV. Utiliza-se a metodologia de Diferenças em Diferenças aplicada a dados municipais entre 2014 e 2023. Os resultados indicam que a introdução da PrEP em municípios que já ofertavam a PEP reduziu os casos notificados de HIV em cerca de 10,1%, em comparação com municípios sem nenhuma das duas políticas. Também foram observadas quedas nos casos de AIDS, nas mortes relacionadas à doença e nas hepatites virais, além de aumento nos registros de sífilis. Isoladamente, a PEP não apresentou efeitos significativos sobre os casos de HIV, enquanto a PrEP mostrou impactos concentrados em grupos específicos: homens que fazem sexo com homens (−14,5%), pessoas brancas (−12,8%) e indivíduos com maior escolaridade (−20,9%) - perfil predominante dos usuários da PrEP. Verificou-se ainda que a introdução da PrEP esteve associada ao aumento na dispensação da PEP, sugerindo complementaridade entre as políticas.
