O impacto de criptomoedas na performance de carteiras multiativos: análise sob a perspectiva de um investidor brasileiro

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Data
2021-03-18

Orientador(res)

Colombo, Jéfferson Augusto

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Embora represente um tema de pesquisa relativamente extenso, a mensuração do efeito marginal da adição de criptomoedas em portfolios bem diversificados normalmente se restringe à perspectiva de um investidor nos EUA, Europa ou China. Este artigo contribui para a literatura ao avaliar essa temática sob a perspectiva de um investidor brasileiro. Partindo de portfóliosbase compostos por ações (IBOV), renda fixa (IMAG), mercado imobiliário (IFIX) e commodities (OURO), avalia-se o incremento no retorno ajustado ao risco a partir da inclusão de criptomoedas sob oito estratégias de alocação de ativos dentro e fora-da-amostra. Os resultados, referentes ao período de novembro de 2015 a outubro de 2020, indicam que as estratégias “ponderação igualitária” (EQL), “inverso da volatilidade” (RPvol) e médiavariância (maxMV) apresentaram Sharpes maiores com criptomoedas, muitas vezes estatisticamente diferentes do Sharpe do portfólio base. Por outro lado, o modelo de retorno/risco (RRT) com criptomoedas performou em geral pior nos cenários analisados. Ainda, dentre os grupos de diversificação “Cripto Basket”, “Bitcoin”, “Altcoins”, e “Stablecoin”, o último foi o que apresentou pior performance na maior parte das estratégias testadas. Os resultados são robustos a diferentes janelas de estimação e frequências de rebalanceamento e expandem o entendimento da inclusão de criptomoedas sob a perspectiva de investidores em uma importante economia emergente.

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