The dual nature of political ties shaping board and executive turnover in emerging economies
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Data
2026-02-24
Autores
Orientador(res)
Gama, Marina Amado Bahia
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Resumo
Esta dissertação examina como o capital político incorporado à trajetória profissional é reavaliado durante uma transição institucional, investigando a rotatividade de lideranças entre CEOs e membros de conselhos de administração no Brasil em torno do início da Operação Lava Jato (OCW). Embora a pesquisa em Corporate Political Activity documente que laços políticos podem gerar acesso e vantagens, ela oferece menos clareza sobre quando esses laços se tornam passivos e se diferentes trajetórias políticas são precificadas de forma distinta sob maior transparência e enforcement. Com base na Nova Economia Institucional, na teoria institucional e na lógica contingencial, argumento que a legitimidade da exposição política é dependente do regime e que a rotatividade pode funcionar como uma resposta de governança visível quando o capital político é reclassificado como risco reputacional. Empiricamente, construo um painel indivíduo-ano de firmas brasileiras listadas em bolsa de 2010 a 2024 e operacionalizo a exposição política por meio de análise automatizada de texto. Para cada indivíduo, concateno todas as divulgações biográficas disponíveis em um superperfil invariável no tempo e aplico um dicionário LIWC customizado para construir um escore de exposição ponderado, transformado como log(1 + escore) para lidar com a assimetria. Estimo a probabilidade de turnover (saída entre o ano t e o ano t+1) com modelos em painel com efeitos fixos de ano e erros-padrão agrupados no nível do indivíduo, e avalio robustez com um desfecho alternativo que captura reconfiguração intraempresa de funções (seat change). Os resultados indicam que a exposição política está positivamente associada ao turnover do tipo saída, mas não ao seat change, e que a relação exposição–turnover se intensifica em torno do início da OCW, sem evidência de deriva pré-transição. Ao decompor trajetórias políticas, os achados indicam heterogeneidade pós-2014 entre experiências eleitas e não eleitas, sem sustentar um ordenamento estrito entre elas.
