A mulher hindu de casta alta

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2024

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A escritora, filósofa e ativista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) abriu o primeiro capítulo (“Infância”) do segundo volume de seu livro O segundo sexo, publicado em 1949, com uma frase que se tornaria famosa: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. E prosseguiu: “Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino”. Nesse livro, que se tornou o grande clássico do feminismo moderno, Beauvoir rejeita qualquer essencialização da condição da mulher: não há uma vocação para o “feminino” que tenha, por exemplo, suas raízes na biologia. Seguindo a máxima da filosofia existencialista, de que a existência precede a essência, só se pode compreender a condição da mulher a partir das condições objetivas às quais ela está sujeita, e através das quais ela é definida – condições culturais e sociais.

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Revisão técnica e notas Celso Castro e Gabri Kucuruza

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