Análise do ciclo de vida e custo total para o proprietário entre VEB e VMCI de gasolina, diesel e etanol

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Data
2025-08-05

Orientador(res)

Costa, Matheus Schmeling

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Depois de mais de 100 anos desde a última disputa entre veículos de motor a combustão interna (VMCI) e veículos elétricos a bateria (VEBs), a necessidade por controle de emissões de gases do efeito estufa (GEE) traz de volta os elétricos ao mercado. Devido a percepção da não emissão de GEE, a sociedade vê o VEB como uma alternativa limpa ao VMCI. Mas nenhuma comparação que desconsidere as emissões de GEE durante a produção de energia elétrica pode trazer resultados precisos. Mas além dos diferentes custos ambientais, o veículo elétrico também traz diferentes custos econômicos. Portanto faz-se necessária uma avaliação econômica dos impactos que uma grande alteração na oferta e na demanda de veículos elétricos e de motor a combustão interna e de seus combustíveis produziria. Este trabalho avaliou 5 artigos científicos onde comparações entre VMCIs e VEB chamadas de Análise do Ciclo de Vida (ACV) e Custos Totais para o Proprietário (CTP) foram realizadas e reproduz seus resultados, incluindo o etanol na comparação, dado que etanol é um combustível renovável e seu fator de emissão de GEE é significativamente mais baixo que do diesel e da gasolina. Além disso veículos do tipo Flex Fuel (que funcionam com qualquer mistura entre gasolina e etanol) possuem uma fatia muito grande do mercado brasileiro, com o etanol já representando aproximadamente a metade do consumo de combustível em veículos leves no Brasil. Este trabalho explicita as emissões de GEE das matrizes elétricas que alimentam os VEBs e segrega os valores por país, para que se entenda em quais países o VEB de fato pode reduzir as emissões de GEE e sob que circunstâncias essa redução pode ser alcançada. Além disso este trabalho também cria cenários hipotéticos onde os preços de gasolina, diesel e energia elétrica sofreriam alterações abruptas devido à grande disseminação do veículo elétrico para entender os impactos destas alterações nos custos totais dos veículos. Do ponto de vista ambiental, os resultados indicam que, dependendo de como um determinado país produz eletricidade, VEBs podem ser ainda mais poluentes que VMCI de diesel ou gasolina e, por uma grande diferença, mais poluentes que os movidos a etanol. Do ponto de vista econômico, este trabalho mostra que os VEBs, que já possuem no cenário atual uma desvantagem frente a seus VMCIs equivalentes, teriam essa desvantagem ampliada no caso de altas de preços de energia e quedas nos preços dos combustíveis, dado o grande impacto que estes dois itens possuem nos custos totais. Estes resultados reforçam a utilização de VMCI a etanol como uma alternativa mais eficiente para se reduzir as emissões de GEE em qualquer país com produção significativa de biocombustíveis como o etanol, além de evidenciar a necessidade por investimentos em geração de energia limpa de forma planejada, para garantir a viabilidade econômica e ambiental de uma possível transição em países que não possuem disponibilidade de combustíveis renováveis.

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