Desigualdades socioambientais no Brasil: uma análise da exposição à poluição do ar por renda e raça
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Data
2025-09-12
Autores
Orientador(res)
Réquia Júnior, Weeberb João
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Resumo
Esta pesquisa analisa, sob a perspectiva da justiça ambiental, a relação entre a exposição ao material particulado fino (PM₂.₅) e as desigualdades socioeconômicas e raciais no Brasil, utilizando dados do Censo Demográfico de 2022 e séries históricas de PM₂.₅ referentes ao período de 2003 a 2024.A análise foi realizada no nível de setor censitário, a menor unidade territorial disponível. Foram conduzidas análises descritivas, teste de correlação de Spearman, modelos de agrupamento (clusters) e Modelos Aditivos Generalizados (GAM), com estratificação por quintis de renda e cor/raça. Os resultados indicam que a renda está fortemente associada aos níveis de PM₂.₅, de modo que aumentos na renda média tendem a se relacionar com maiores concentrações do poluente. Esse padrão reflete a predominância de grupos de maior renda nos grandes centros urbanos, onde também se concentram as principais fontes emissoras. Em relação ao componente racial, os Modelos Aditivos Generalizados demonstraram que a exposição ao PM₂.₅ se manifesta de forma não linear e vinculadas ao território, evidenciando os padrões de vulnerabilidade ambiental estão correlacionados ao perfil racial, à renda e à localização geográfica, reforçando dinâmicas históricas de exclusão e injustiça ambiental que incidem, sobretudo, sobre populações negras, indígenas e periféricas.
