De FHC a Bolsonaro: padrões de recrutamento ministerial no Brasil entre 1995 e 2022
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Data
2024-07-24
Orientador(res)
Amorim Neto, Octavio
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Resumo
Objetivo - Esta dissertação pretende examinar os padrões de recrutamento ministerial de 1995 a 2022, com ênfase nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, abrangendo um total de 121 ministros nesses governos e contrapondo-os aos 433 ministros do período que compreende entre 1995-2022. O objetivo é analisar a trajetória dos ministros brasileiros, com foco no recrutamento ministerial e nos critérios de nomeação de ministros de Estado nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Metodologia – Para cumprir com essa agenda, este estudo utilizou tanto abordagens quantitativas quanto qualitativas. A coleta de dados foi realizada a partir de fontes oficiais, como currículos disponíveis em plataformas governamentais, registros acadêmicos e históricos profissionais. Variáveis como especialização versus generalismo, gênero, origem estadual, profissão e carreira militar versus civil foram analisadas. Resultados – Os resultados mostram que ambos os governos valorizaram a educação superior. No entanto, o governo Bolsonaro diferenciou-se ao incluir mais ministros com especializações e doutorados. A alta presença de ministros com formação militar no governo Bolsonaro destaca a influência do histórico pessoal do presidente e sua base ideológica. Além disso, houve uma maior proporção de ministros vinculados a bases eleitorais influentes, como militares e evangélicos, no governo Bolsonaro. Contribuições práticas – A partir desses resultados, torna-se possível entender as influências ideológicas e educacionais no recrutamento ministerial durante o período estudado. A análise também revela desafios persistentes na inclusão de gênero e raça nos níveis mais altos do poder executivo no Brasil.
