Mudanças e ruídos no Balanço de Pagamentos brasileiro

Carregando...
Imagem de Miniatura
Data
2019-12

Autores

Orientador(res)

Métricas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Resumo
Em um par de meses, o déficit em conta corrente de 2018 foi revisto de 0,8% do PIB para 2,2% do PIB e, em 12 meses, o déficit em outubro de 2018 atingiu 3,0% do PIB. Com grandes revisões ocorridas em um curto espaço de tempo, não é surpresa que exista, atualmente, grande ruído em torno das contas externas brasileiras. As duas mudanças ocorridas no 2º semestre de 2019 são, no entanto, fundamentalmente distintas. Em setembro, promoveu-se um amplo refinamento na compreensão das relações de trocas entre residentes e não-residentes, com maior alcance em termos de período amostral e rubricas. Em novembro, ocorreu uma revisão estatística que incorporou novos dados definitivos para 2018 e modificou os números preliminares de 2019. A narrativa para as contas externas brasileiras precisa ser revisitada, ainda que não totalmente abandonada. Operamos em níveis mais elevados de déficit do que o anteriormente suposto, para um mesmo nível de crescimento, mas sem absolutamente nenhuma mudança no financiamento agregado. O mesmo não vale para a sua composição. A comparação histórica precisa ser feita com ressalvas, posto que dados preliminares podem sofrer revisões relevantes (como foi o caso de 2018) e que há mudanças nos insumos estatísticos aplicáveis somente aos anos mais recentes. Não há reparos há discussão técnica do Banco Central do Brasil, mas é cabível discutir se a estratégia de comunicação das mudanças foi a mais eficiente. Aos olhos do usuário, mudanças tão grandes dificultam a construção de narrativas. Nem sempre a melhor discussão técnica é a melhor forma disseminação do conhecimento.

Descrição

Área do Conhecimento

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por