Qual foi o Impacto Imediato da Pandemia do Covid sobre as Classes Econômicas Brasileiras?
| dc.contributor.author | Neri, Marcelo | |
| dc.contributor.unidadefgv | Demais unidades::SB-FGV | por |
| dc.date.accessioned | 2022-08-11T17:49:51Z | |
| dc.date.available | 2022-08-11T17:49:51Z | |
| dc.date.issued | 2020 | |
| dc.description.abstract | Levantamento de classes econômicas brasileiras realizado a partir de dados factuais coletados durante a pandemia mostra que o número de pobres no Brasil (rendas per capita menores que ½ salário mínimo) caiu 13,1 milhões entre 2019 e julho de 2020. Uma queda de 20,69%, ritmo muito superior ao observado em momentos de boom social no Brasil, como nos períodos seguintes ao lançamento dos planos de estabilização como o Cruzado em 1986 e o Real em 1994. Já os estratos com rendas per capita acima de dois salários mínimos per capita perderam 5,8 milhões de pessoas em plena pandemia. Ambos os movimentos impulsionam o contingente populacional intermediário compreendido entre os dois intervalos. Portanto, o miolo da distribuição de renda tupiniquim cresceu em cerca de 20,5 milhões de pessoas, quase meia população Argentina. A queda populacional simultânea no topo e na base da distribuição se deve a combinação dos efeitos econômicos deletérios da pandemia à adoção de medidas para mitigar os seus efeitos, como a concessão do Auxílio Emergencial. As taxas de redução de pobreza no Nordeste e Norte, regiões que possuem maiores parcelas do público-alvo do Auxílio Emergencial, foram superiores às demais. Para além das mudanças de renda, a PNAD Covid de Julho de 2020 afere alguns comportamentos em relação à pandemia nos diferentes estratos econômicos. O segmento mais pobre, que é alvo do Auxilio Emergencial, apresenta taxas mais altas de isolamento social, por exemplo, 27,8% deste grupo ficou rigorosamente isolado e 48,3% ficou em casa e só saiu por necessidade básica, nível superior em 4 a 5 pontos de porcentagem em relação ao total da população. Estes resultados sugerem que o Auxilio Emergencial impactou não só a renda, mas também os comportamentos mais ajustados às necessidades impostas pela pandemia. Porém, a manutenção deste auxílio não se mostra fiscalmente sustentável. | por |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/10438/32349 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | FGV Social | por |
| dc.subject | Covid 19 | por |
| dc.subject | Covid 19 - Aspectos econômicos | por |
| dc.subject.area | Ciências sociais | por |
| dc.subject.bibliodata | COVID-19 Pandemia, 2020- | por |
| dc.subject.bibliodata | Classes sociais - Brasil | por |
| dc.title | Qual foi o Impacto Imediato da Pandemia do Covid sobre as Classes Econômicas Brasileiras? | por |
| dc.type | Technical Report | eng |
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