"Pensa gente, aquele corpo pesado. Aquele peito pulando. Não adianta, não é bonito gente”: o não cruzamento das simbologias ser gorda e ser bailarina e as justificativas do meio
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2022
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Resumo
O presente estudo, realizado por uma bailarina, objetivou analisar antropologicamente a corporeidade, refletindo a importância e a complexidade da discussão sobre corpos como
memória, história, poder e como social, para além do biológico. E, principalmente,
analisando a história do ballet clássico, a simbologia da bailarina, as expectativas
atribuídas ao corpo da bailarina, as consequências dessas e as noções relacionadas ao
corpo gordo, explorar a presença (ausência) de pessoas gordas no ballet clássico e refletir
sobre as justificativas supostamente biológicas, que o meio utiliza. Para tanto, dividiu-se
o texto em: bastidores, prólogo e três atos, utilizando metodologia qualitativa, com quatro
entrevistas com bailarinas, discutiu-se as justificativas do meio para a presença (ausência)
de pessoas gordas no ballet clássico.
