Long-term vs. short-term executive incentives and their impact on strategic orientation

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Data
2025-12-15

Orientador(res)

Prado Junior, Servio Tulio

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Esta dissertação examina como diferentes horizontes de incentivos na remuneração executiva moldam a orientação temporal gerencial, por meio da comparação dos modelos de remuneração da Procter & Gamble (P&G) e da Unilever no período de 2016 a 2024. Com base na teoria da agência, na teoria comportamental, na teoria da stewardship e na teoria da autodeterminação, o estudo investiga se os componentes de incentivos de longo prazo estão associados a horizontes estratégicos mais longos e se estruturas de incentivos de curto prazo se alinham a comportamentos corporativos orientados ao curto prazo, refletidos nos resultados das empresas. Utilizando uma abordagem qualitativa de estudo de caso, a análise avalia as estruturas de remuneração efetivamente realizadas dos CEOs e as relaciona a resultados estratégicos nas dimensões de inovação, durabilidade dos investimentos em capital e orientação aos stakeholders. Os resultados sugerem que o modelo predominantemente baseado em incentivos de longo prazo da P&G está associado à inovação exploratória, a horizontes de investimento mais profundos e a padrões de alocação de capital mais duráveis. Em contraste, a maior dependência de incentivos de curto prazo na Unilever está associada a uma maior sensibilidade às pressões de desempenho de curto prazo e a um foco mais imediato nos resultados. A análise por correspondência de padrões indica um elevado grau de consistência com as premissas derivadas teoricamente e mostra que a relação entre o horizonte dos incentivos e o comportamento estratégico é moderada pelas dimensões de desempenho incorporadas ao sistema de incentivos. Embora a Unilever aplique mais elementos de curto prazo, observa-se a presença de resultados de sustentabilidade orientados ao longo prazo, reforçados por metas ESG integradas ao seu sistema de incentivos de longo prazo. Isso indica que a orientação de longo prazo depende não apenas do horizonte dos incentivos, mas também do conteúdo estratégico dos KPIs de longo prazo. De modo geral, os achados sugerem que a estrutura de remuneração desempenha um papel importante na formação da orientação temporal dos CEOs. Incentivos de longo prazo promovem a exploração e decisões de investimento mais pacientes, enquanto incentivos de curto prazo reforçam a sensibilidade ao desempenho de curto prazo. Ao mesmo tempo, a composição dos KPIs de longo prazo, especialmente os critérios ESG, pode fortalecer compromissos de longo prazo com os stakeholders mesmo em esquemas de incentivos mistos.

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