Ruídos na comunicação interna do INSS: a influência do whatsapp no diálogo institucional
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Data
2024-09-30
Autores
Orientador(res)
Kamlot, Daniel
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Resumo
Objetivo: Compreender como o WhatsApp altera os canais utilizados pelos servidores que trabalham com comunicação interna no INSS e quais os ruídos presentes nessas relações é o foco desta investigação. Metodologia: Entre março e junho de 2024, foram ouvidos 13 servidores e gestores que trabalham com a comunicação interna da autarquia previdenciária brasileira, o INSS, em entrevistas profundas e semi-estruturadas. Resultados: Entre os achados, o WhatsApp faz uma comunicação sem intermediação sem alinhamento entre as áreas, a Comunicação deixa de ser o elo, porque vão existir demandas que não vão passar pela área. Cada um vai ser um emissor isolado, um canal e isso enfraquece o planejamento como um todo e o sentimento de vínculo com a organização. Limitações: O estudo da realidade do INSS não pode ser entendido como algo que se aplica a toda e qualquer instituição, assim como o que será relatado pelos servidores ouvidos não pode ser deslocado do contexto da autarquia previdenciária. Há ainda a relação com o tempo: o que está sendo dito está focado no agora e não vale para todos os momentos institucionais. Contribuições Práticas: Recursos enganam como facilidade e a Administração Pública é feita por meio de ferramentas que foram desenvolvidas por necessidades e objetivos comerciais, que nem sempre trazem segurança para os fluxos de diálogo. Contribuições Sociais: Apesar deste estudo ouvir um público específico – gestores e servidores do INSS que trabalham na Comunicação da Instituição – e estar compreendido em uma organização brasileira, em um determinado período de tempo, foram apresentadas algumas mudanças na forma de dialogar das sociedades humanas conectadas, a partir da observação de como é realizada a comunicação interna e institucional da autarquia previdenciária brasileira. Originalidade: Esta dissertação busca voltar a atenção para o ruído e os canais, que são dimensões menos estudadas dos processos de comunicação; a academia é mais ocupada em analisar mensagem, emissor e público.
