Curva de Phillips para o Brasil: uma abordagem novo-keynesiana baseada nos modelos de pequeno porte do Banco Central

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Data
2026-03-25

Orientador(res)

Santos, Rafael Chaves

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Resumo
A inflação permanece como uma das variáveis macroeconômicas mais relevantes para o desenho institucional de políticas macroeconômicas no Brasil. Este trabalho tem como objetivo investigar a dinâmica da inflação no Brasil após a adoção do regime de metas, à luz da literatura de Curva de Phillips, combinada com o arcabouço NovoKeynesiano e a abordagem dos Modelos de Pequeno Porte (MPP) do Banco Central do Brasil (BCB). Para isso, estimamos uma Curva de Phillips híbrida adaptada ao contexto de uma pequena economia aberta, que incorpora as seguintes variáveis: persistência inflacionária, expectativas, pressões internas e canais externos associados ao câmbio e aos preços internacionais de commodities. O trabalho apresenta uma revisão da literatura Novo-Keynesiana e discute evidências empíricas para o caso brasileiro, dialogando com os modelos semiestruturais de pequeno porte. A especificação empírica é estimada por Mínimos Quadrados Ordinários (MQO), tendo como variável dependente o IPCA de preços livres, com dados trimestrais de 2000T2 a 2025T3. Adicionalmente é realizado um exercício de robustez, reestimando a Curva de Phillips obtida, controlando por choques macroeconômicos extraordinários. Os resultados obtidos são coerentes com a literatura: persistência inflacionária, expectativas, hiato e canais externos apresentam os sinais esperados e são estatisticamente significativos e compatíveis com a literatura documentada sobre Curva de Phillips no Brasil.

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