A tradição de mulheres negras sambistas e o samba afroreligioso de Aparecida (1939-1985)

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Data
2024-12-16

Orientador(res)

Mattos, Marco Aurélio Vannucchi Leme de

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Resumo
A presença das mulheres negras é essencial ao desenvolvimento do samba, sobretudo por tornarem este um espaço de sociabilidade. Também é vital a relação do samba com a religiosidade de matriz africana e, por isso, ele é usado como meio de difusão da estética afro-religiosa e da identidade negra. Partindo dessa perspectiva, esta pesquisa busca mapear e analisar os diversos papéis desenvolvidos pelas mulheres negras sambistas na história da música popular brasileira, em um movimento que defino como Tradição de Mulheres Negras Sambistas. Tomando Clementina de Jesus como precursora da tradição e Aparecida como sua sucessora, o trabalho também reflete sobre o legado dessas mulheres para a música nacional, com destaque para o RAP, a partir de 2010, e para a afirmação do que caracterizo como música afro-religiosa. Por fim, a pesquisa reconstitui a trajetória da sambista Aparecida, destacando sua expressiva produção fonográfica e repercussão na imprensa ao longo da década de 1970, período de intensa repressão dos debates sobre identidade negra e negação – por parte dos militares – do racismo existente na sociedade brasileira.

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