Biocombustíveis: desenvolvimento e inserção internacional
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2016-06
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Resumo
Nos últimos anos, diante da alteração no cenário energético global, as principais potências mundiais perceberam a necessidade de se encontrarem outras fontes de energia que possibilitem a redução da dependência em relação aos combustíveis fósseis. Diante dessa nova realidade, percebe-se que o Brasil possui as condições necessárias para liderar essa celeuma mundial, prima facie, no que tange a bicombustíveis, devido à sua vasta experiência na produção e no uso dessa fonte energética. Dessa feita, a partir de 2003, o Estado brasileiro passou a conceber e a implementar vários projetos de cooperação internacional na área de biocombustíveis. Porém, esse processo não se deu de forma linear e sem contradições. Diversos atores domésticos, assim como inúmeros determinantes sistêmicos, exerceram importante influência nas medidas adotadas pelo governo no que concerne à cooperação com outros países. Partindo da premissa de que o interesse de empresas privadas e os objetivos estratégicos do governo brasileiro estão fortemente ligados à execução desses projetos, o presente estudo realiza uma revisão bibliográfica no intuito de observar quais são as bases materiais e os fundamentos políticos desses projetos de cooperação no setor de biocombustíveis. Ademais, se procura demonstrar a evolução histórica do uso e os incentivos do biocombustível no Brasil e de que maneira, no atual século, o governo federal busca ir além da autossuficiência e, com isso, fortalecer sua imagem como protagonista no cenário energético mundial e líder no setor de biocombustíveis.
