A relação entre as avaliações de mercado e a qualidade de aquisições: evidências do mercado brasileiro
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Data
2019-12-13
Orientador(res)
Sampaio, Joelson Oliveira
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Resumo
Avaliando o desempenho em curto e em longo prazo de empresas compradoras brasileiras, pelas análises univariadas e multivariadas, este trabalho examina se as fusões e aquisições ocorridas durante mercados de alta avaliação são fundamentalmente diferentes daquelas que acontecem em mercados de baixa avaliação. São examinados, também, os desempenhos das aquisições entre países e de transações realizadas após oferta de ações. Aquisições estratégicas são frequentemente justificadas com o argumento de que elas criam sinergias ou oferecem benefícios de controle. Muito se questiona sobre o crescimento impulsionado por aquisições e o preço pago ante a viabilidade de criação de valor nessas transações. O problema central de aquisições consiste, portanto, no preço pago em relação ao valor intrínseco da companhia, condicionando a criação de valor à aderência estratégica e qualidade do ativo adquirido com o preço transacionado. O valor pago e o retorno apresentado em longo prazo podem sofrer influências das condições de mercado do período de realização da transação. Avaliando a qualidade das transações pelo retorno ao acionista e o retorno operacional da empresa, verificamos que companhias brasileiras que realizaram aquisições durante mercados de alta avaliação no período de 1998 a 2015 apresentam retornos anormais de preços e operacionais em longo prazo e qualidade para a criação de valor inferiores, quando comparadas com aquelas que compraram em mercados de baixa avaliação, sendo esse pior resultado intensificado por organizações que apresentaram excessos de caixa derivados de ofertas de ações. Já as transações entre países, não apresentaram significância estatística.
