Carreira e diversidade: barreiras e facilitadores sob o enfoque de minorias sociais
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Data
2022-03-01
Autores
Orientador(res)
Sant'anna, Anderson de Souza
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Resumo
O objetivo deste trabalho foi investigar as principais implicações de pertencer a grupos socialmente minoritários, no que se refere ao processo de inserção e desenvolvimento de carreira. O conceito de carreira evoluiu muito nos últimos anos, desde a carreira tradicional, com base em movimentos verticais suportados por uma única empresa até carreiras mais modernas, centradas no indivíduo e que, dessa forma, o posicionam como protagonista das suas escolhas, em direção à satisfação pessoal e profissional. No entanto, quais os impactos desse novo conceito para as pessoas pertencentes a grupos socialmente minoritários? A busca pelos positivos impactos da diversidade no ambiente de trabalho justifica a pesquisa, que traz como contribuição a abordagem da trajetória de profissionais com diferentes tipos de marcadores sociais. O presente estudo buscou responder a essa pergunta pela análise de histórias de vida de quatro profissionais com um ou múltiplos marcadores sociais presentes: raça, deficiência, homossexualidade, idade e gênero. Os principais resultados evidenciam que questões institucionais e organizacionais impactam nessas trajetórias, além de recursos e atitudes individuais. Como uma barreira comum, todos os participantes da pesquisa relataram que sofreram impacto do estigma destes marcadores sociais nas suas carreiras, materializados em diferentes formas de preconceitos. Considerando aspectos que favoreceram o desenvolvimento e a carreira, foram observados elementos mais individualizados, em especial, a presença de mentores e ações afirmativas. Em uma perspectiva prática, identificou-se, ainda, que o papel das organizações para que sejam eficazes na promoção da diversidade, está pautado na eliminação das barreiras de ascensão e inclusão de pessoas pertencentes a grupos socialmente minoritários, gerando consciência sobre esse estigma nos gestores e equipes e, portanto, tornando os processos de gestão de pessoas efetivamente inclusivos.
