Inteligência artificial e o paradoxo do progresso: desigualdade, precariedade laboral e políticas públicas para uma sociedade pós-automação

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Data
2025-07-01

Orientador(res)

Silva, Marcos Fernandes Gonçalves da

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Esta dissertação investiga os paradoxos estruturais provocados pela ascensão da Inteligência Artificial (IA) na reorganização do mundo do trabalho, com foco nas tensões entre inovação tecnológica, precarização laboral e desigualdade. A pesquisa parte do diagnóstico de que a IA, embora apresente potencial transformador para liberar a humanidade de tarefas repetitivas e ampliar capacidades humanas, tem sido majoritariamente instrumentalizada para aprofundar a concentração de poder econômico, acirrar a exploração e gerar novas formas de opressão algorítmica. A partir de uma abordagem qualitativa e teórico-analítica, o estudo articula referenciais da economia política, da tecnologia, da sociologia do trabalho e dos estudos críticos da governança algorítmica. Foram analisadas políticas públicas em diferentes países (como Finlândia, Uruguai e Alemanha), além de experiências emergentes de co governança e alternativas de propriedade digital. A dissertação propõe um novo pacto tecnossocial baseado em valores democráticos, equidade socioeconômica, sustentabilidade e desenvolvimento de capacidades humanas. Conclui-se que o futuro da IA não está tecnicamente determinado, mas depende de disputas políticas, de escolhas normativas e da capacidade coletiva de reorientar a tecnologia para o bem comum.

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