Uma cidade em transformação, um mercado em organização: Rio de Janeiro e o comércio de arte e de antiguidades

Resumo
Rio de Janeiro, a capital colonial do Brasil se torna a sede da Coroa portuguesa em 1808 e, entre suas transformações, passa a contar com Mercado de Arte, propiciado pelos negociantes estrangeiros, em especial ingleses e franceses, favorecido por afluentes consumidores e pelas informações sobre as novas correntes estéticas trazidas pelos membros da Colônia Lebreton, a integrarem a Escola de Ciências, Artes e ofícios e depois Academia Imperial de Belas Artes, com seu acervo e exposições, e a instituição da Impressão Régia, Real Biblioteca, Teatro São João e Museu Nacional, no qual se viam quadros, esculturas, antiguidades e objetos etnográficos de povos indígenas. O estabelecimento do Banco do Brasil, da Real Junta de Comércio, da Praça do Comércio e de companhia de seguros, a par de aparato legislativo e regulatório deram condições financeiras e estruturaram a economia de mercado. Em meio a levantamentos em anúncios em periódicos do acervo da Biblioteca Nacional – Rio de Janeiro, a recuperação da trajetória de três obras de arte de Tomás Maria Hipólito Taunay, desenhos a servirem de base para litografias, financiadas por subscrição, contribuiu para a compreensão da construção do Mercado de Arte no Rio de Janeiro em paralelo à da elaboração do objeto, futuro, em negociação.

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