Dinâmica da captação dos fundos multimercado brasileiros: a performance passada e os custos de informação
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Data
2018-08-10
Orientador(res)
Chague, Fernando Daniel
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Resumo
O objetivo do trabalho é investigar o papel dos custos de informação para explicar a dinâmica da captação em fundos multimercado brasileiros, por meio da criação de um modelo que incorpora os dados do Assets under Management (AuM) do gestor e da performance passada, adaptando o estudo feito por Huang, Wei e Yan (2007). O argumento principal estabelece que divulgar os bons resultados obtidos pelos fundos, reduzindo assim os custos de informação associados ao investimento, parece ser fundamental para atrair novos recursos, pois a observação da performance passada é o critério principal de análise do investidor. Neste sentido, o AuM dos gestores foi utilizado como uma proxy da sua capacidade de investir em marketing e esforços de divulgação e distribuição. A hipótese do trabalho é que, para o fundo apresentar uma boa resposta de captação frente à performance observada, existem duas possibilidades: ou o fundo se destaca frente aos concorrentes ou o gestor tem capacidade de investir dar visibilidade ao produto. No caso dos fundos com baixos custos de informação, os investidores podem se interessar pelo investimento, mesmo que a performance passada não seja espetacular. Dessa forma, o fluxo de captação seria mais sensível à níveis medianos de performance. Os resultados foram obtidos utilizando-se uma amostra de 583 fundos, no período de 2004 a 2017 e indicaram que, até um período em que a distribuição de fundos no Brasil era predominantemente feita pelos grandes bancos e instituições financeiras, há evidências de que o AuM do gestor era relevante para influenciar a sensibilidade do fluxo de captação em níveis intermediários de performance. No entanto, quando se considera os dados a partir de 2013, constata-se que o AuM do gestor deixou de ser significativo para influenciar o fluxo de captação. Esse resultado pode ser atribuído ao contexto atual da oferta de fundos no país, marcado pela forte presença de players independentes dos grandes bancos de varejo.
