Demand-side nutritional inequality? how poverty and wealth shape healthy eating

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Data
2023-06-05
Orientador(res)
Vieites, Yan
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Resumo

Consumidores de baixo status socioeconômico em todo o mundo exibem dietas menos saudáveis do que consumidores de alto status. Essa desigualdade nutricional é frequentemente atribuída a fatores da oferta, como preços mais altos e menor disponibilidade de alimentos saudáveis em bairros menos afluentes. A pesquisa atual avalia se esse fenômeno global também pode ser explicado por diferenças nas preferências alimentares entre indivíduos de distinto status socioeconômico – uma explicação do lado da demanda. Em uma série de cinco estudos pré-registrados em um ambiente altamente desigual (Rio de Janeiro, Brasil), investigamos se consumidores de baixo (vs. alto) status socioeconômico (a) variam em preferências alimentares além das considerações do lado da oferta, (b) atribuem pesos diferentes aos atributos intrínsecos dos alimentos (saciedade, saudabilidade e sabor) e (c) percebem a associação entre esses atributos de forma diferente. Os resultados mostram que, em comparação com consumidores de alto status socioeconômico, consumidores de baixo status socioeconômico são mais propensos a escolher itens não saudáveis, mesmo quando os fatores do lado da oferta são controlados por design; são muito mais propensos a priorizar a saciedade em detrimento da saudabilidade e tendem a perceber os itens saudáveis como menos saciáveis e saborosos. Com base nesses achados, o estudo final mostra que é possível aumentar as escolhas alimentares saudáveis entre a população de baixo status socioeconômico, aumentando a percepção de saciedade das opções saudáveis disponíveis.


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