Privação de segurança na perspectiva do desenvolvimento: uma análise das condicionantes e da percepção de segurança
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Data
2026-02-27
Autores
Orientador(res)
Fernandes, Gustavo Andrey de Almeida Lopes
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Resumo
Esta dissertação investiga a pesquisa de percepção de segurança sob a ótica do desenvolvimento humano, fundamentando-se na premissa de Amartya Sen de que a insegurança constitui uma restrição às liberdades substantivas. O estudo é norteado pela pergunta: "A privação de segurança afeta o desenvolvimento?". O objetivo central é analisar como a fragilidade institucional e o medo impactam a cidadania, alinhando-se ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16 da ONU, que visa fomentar sociedades pacíficas e inclusivas. A metodologia empregada é de natureza mista. Na abordagem qualitativa, utilizou-se a Mineração de Textos com o Léxico NRC para a extração de sentimentos a partir de justificativas. Na vertente quantitativa, aplicou-se a Regressão Linear Múltipla (RLM) a uma amostra de 62 participantes para identificar os determinantes da segurança percebida. Os resultados demonstram que a privação de segurança impõe impacto significativo ao desenvolvimento, induzindo a rotina a um estado de vigilância contínua ("alerta resiliente"). Embora investimentos em infraestrutura privada (P6) estabeleçam focos circunscritos de confiança ("ilhas de confiança" - P2.1), a análise estatística indica que tais esforços são insuficientes para mitigar os efeitos adversos gerados pelo medo de ameaças externas (P7) e pela ineficácia institucional (P11). Em síntese, conclui-se que a ausência de segurança atua como um vetor de pobreza multidimensional que limita as capacidades individuais. Tal achado evidencia a insuficiência da proteção privada em restabelecer integralmente a liberdade de circulação e o pleno desenvolvimento social, reforçando a segurança como requisito essencial para a expansão das liberdades humanas.
