O mercado de securitização no Brasil para firmas não financeiras

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Data
2023-10

Orientador(res)

Sampaio, Joelson Oliveira

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O mercado de securitização no Brasil foi estabelecido em 2001 com a introdução dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), desempenhando um papel crucial na expansão das opções de financiamento disponíveis para empresas com diversos níveis de risco. Os FIDCs atraíram interesse crescente tanto de empresas quanto de investidores, permitindo que as empresas separassem ativos de menor risco de seus balanços e os utilizassem como fonte de financiamento. Isso potencialmente ampliou o acesso ao financiamento para empresas de maior risco, atraindo um número crescente de investidores interessados nesse tipo de crédito. No entanto, surge a questão de se empresas de maior risco recorrem mais à securitização. Este estudo investiga se empresas não financeiras com maior risco adotam mais estruturas de securitização, analisando dados de empresas que utilizaram FIDCs no Brasil entre 2005 e 2022. Utilizando um modelo de efeitos fixos e controlando as características financeiras das empresas não financeiras, examinamos o nível total de securitização e a proporção de securitização em relação ao passivo circulante entre empresas classificadas como de alto risco e aquelas não classificadas como tal. Empresas de alto risco são definidas como aquelas acima do quantil 75% na classificação da Standard & Poor’s. Os resultados indicam que há evidências de que empresas não financeiras com maior risco tendem a ter um nível de securitização significativamente maior, com um aumento de 7,49 pontos percentuais. Esse resultado pode ser atribuído à dificuldade das empresas de maior risco em acessar fontes tradicionais de financiamento e à percepção de menor risco associada à securitização por parte dos agentes de mercado. Isso sugere que o perfil de risco de crédito das empresas pode não ser um fator determinante na oferta de securitização e que essa modalidade de financiamento é geralmente considerada de menor risco pelos agentes do mercado.

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