O impacto de criptomoedas na performance de carteiras multiativos: análise sob a perspectiva de um investidor brasileiro

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2021-07

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Embora represente um tema de pesquisa relativamente extenso, a mensuração do efeito marginal da adição de criptomoedas em portfolios bem diversificados normalmente se restringe à perspectiva de um investidor nos EUA, Europa ou China. Este artigo contribui para a literatura ao avaliar essa temática sob a perspectiva de um investidor brasileiro. Partindo de portfólios-base compostos por ações (IBOV), renda fixa (IMAG), mercado imobiliário (IFIX), commodities (OURO) e ativos internacionais (IVVB11), avalia-se o incremento no retorno ajustado ao risco a partir da inclusão de criptomoedas sob oito estratégias de alocação de ativos dentro e fora-da-amostra. Os resultados, referentes ao período de novembro de 2015 a abril 2021, indicam que a inclusão de criptoativos aumentou os índices de Sharpe, Sortino e Omega para todas as estratégias analisadas. Em particular, as alocações “pesos estratégicos” (STW), “inverso da variância” (RPvar), “inverso da volatilidade” (RPvol) e Black-Litterman (maxMVBL) apresentaram maior variação positiva no índice de Sharpe, muitas vezes estatisticamente significantes. Ainda, dentre os grupos de diversificação, “Cripto Basket” e “Altcoins” superaram, em média, “Bitcoin”, indicando potenciais benefícios de exposições a criptoativos diversificadas. Concomitantemente, “Stablecoin” foi o grupo que apresentou pior performance. Os resultados são robustos a diferentes janelas de estimação e frequências de rebalanceamento e expandem o entendimento da inclusão de criptomoedas sob a perspectiva de investidores em uma importante economia emergente.

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