Adiar o fim do mundo
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2025-2026
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Resumo
A exposição Adiar o fim do mundo, sob a curadoria de Paulo Herkenhoff e Ailton Krenak, é um episódio marcante na história da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nascida há oitenta e dois anos no Rio de Janeiro com a missão de promover o desenvolvimento social e econômico do país, a FGV participa do debate atual sobre sustentabilidade não somente a partir das diversas atividades e pesquisas acadêmicas que conduz, mas também por meio da arte. Ao trazer o tema das urgências climáticas ao centro da instituição, a FGV Arte contribui para o propósito da Fundação de aliar a consciência ambiental ao desenvolvimento sustentável, indicando possíveis caminhos para lidar com os desafios impostos à sociedade em decorrência da crise climática. O Brasil e, particularmente o Rio de Janeiro, são protagonistas nas discussões internacionais sobre o clima, articulando e viabilizando a realização de eventos
globais e cruciais para promover a conscientização sobre a crise ambiental em cenário mundial. A postura curatorial crítica, mas esperançosa, de Herkenhoff e Krenak, retrata com maestria esse contexto. Habituado a exprimir as ideias oralmente e através de publicações, o imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Ailton Krenak se junta a Paulo Herkenhoff para apresentar um conjunto de obras e artistas que tratam, direta ou indiretamente, das mudanças climáticas, suas consequências sociais e soluções. Adiar o fim do mundo marca a história da FGV, pois está alinhada ao objetivo maior da instituição: formar cidadãos preocupados com o futuro da nossa sociedade e do nosso planeta. Carlos Ivan Simonsen Leal
