Resiliência climática e decisão econômica: determinantes da contratação de seguro agrícola para soja no Brasil sob cenários de mudanças climáticas

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2026-05-07

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O aumento da frequência e da severidade de eventos climáticos extremos tem ampliado a exposição do setor agrícola a riscos sistêmicos, reforçando o papel do seguro agrícola como instrumento de adaptação às mudanças climáticas. Apesar disso, a demanda por esse seguro permanece heterogênea entre regiões e ao longo do tempo, indicando que a resposta dos produtores ao risco climático não é automática nem estável. Esta tese investiga como a percepção de risco climático, mediada por fatores econômicos e institucionais, influencia a demanda por seguro agrícola para a cultura da soja no Brasil. A análise utiliza dados mensais em nível municipal para o período de 2013 a 2023, integrando informações climáticas, econômicas e institucionais, com ênfase no preço do seguro, na subvenção federal ao prêmio e no histórico de eventos climáticos extremos. A estratégia empírica combina modelos em painel e estruturas dinâmicas capazes de capturar heterogeneidade regional e instabilidade temporal, explorando o evento climático extremo de 2021 como um choque exógeno relevante. Os resultados indicam que o aumento do risco climático está associado à ampliação da demanda por seguro agrícola, porém de forma não linear e condicionada pela relação custo-benefício percebida pelo produtor. A subvenção pública emerge como elemento central para a sustentação da demanda, enquanto evidências de seleção adversa são observadas em determinadas regiões. Esses achados contribuem para a literatura sobre economia do risco e seguros agrícolas e oferecem subsídios ao aprimoramento de políticas públicas de gestão de risco climático no Brasil.

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