Essays on urban transportation economics

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Data
2023-12-19

Orientador(res)

Barsanetti, Bruno

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Resumo
Esta tese contém três ensaios independentes sobre a economia do transporte urbano. O fio condutor que une esses ensaios é a busca pela compreensão do papel que as velocidades de deslocamento desempenham na determinação de variáveis de relevância econômica. Especificamente, foco está na relação entre variação de velocidade e 1) a demanda por transporte público e 2) o valor do tempo de viagem (VTV). No primeiro capítulo, intitulado Os Custos do Deslocamento em Chuvas de Alta Intensidade: Evidências do Rio de Janeiro, estimo os impactos das chuvas de alta intensidade (CAI) na cidade do Rio de Janeiro sobre as velocidades dos ônibus e a demanda por transporte público. Encontro evidências que as CAI reduzem as velocidades médias dos ônibus nas horas de pico de 1,73% até 8,94% e que há um leve aumento na demanda pelo sistema de transporte público quando a cidade enfrenta uma CAI altamente disruptiva. Esse comportamento é consistente com a ideia de que essas diminuições exógenas na velocidade do sistema viário alteram a relação do custo de oportunidade do tempo entre os modos de transporte e, uma vez que o sistema ferroviário funciona como um seguro contra essas desacelerações, leva a uma maior adesão ao sistema de transporte público. Estimo que os custos anuais associados às CAI, medidos como o custo de oportunidade salarial das perdas de velocidade derivadas das chuvas, sejam de 678,00 milhões de reais, o que equivale a 0,20% do PIB do Rio e 3,57% do custo de oportunidade salarial total derivado do tráfego. No segundo capítulo, intitulado Diferenças de Velocidade dos Ônibus ao Longo do Dia: Evidências do Rio de Janeiro, apresento uma série de fatos estilizados e associações sobre a dinâmica diária das velocidades dos ônibus na cidade do Rio de Janeiro. Encontro que o congestionamento desempenha um papel importante nas variações de velocidade intraurbana, ao contrário do que é reportado pela literatura em relação às variações de velocidade entre cidades, e que as horas de pico da tarde estão associadas à desacelerações desproporcionais e consistentes em comparação com suas equivalentes matinais. Comparo a variação observada de velocidade intradia com a literatura teórica sobre engarrafamentos e encontro evidências que apoiam o modelo proposto por Z.-C. Li, W. H. Lam e Wong(2014). No terceiro capítulo, intitulado Em Ponto: Tempo de Viagem e o Preço do Deslocamento no Brasil, forneço estimativas sobre o VTV derivado do deslocamento para três das maiores áreas metropolitanas do Brasil. Encontro que 1) demografia e congestionamento desempenham um papel importante na determinação do VTV de equilíbrio; 2) a regra prática, que valora o VTV entre 50% e 100% da taxa salarial, parece capturar o VTV médio das metrópoles; 3) o VTV das áreas metropolitanas brasileiras selecionadas varia entre 31,4% e 67,0% da taxa salarial; e 4) o alto grau de heterogeneidade não observada representa um obstáculo na interpolação das estimativas de VTV de uma área metropolitana para outra. Utilizo uma estrutura multinomial mixed logit aplicada a dados de pesquisa de preferência revelada origem-destino para fornecer essas descobertas.

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