Precisamos falar sobre transição energética justa, segura e sustentável no Brasil
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Data
2025-03-31
Autores
Orientador(res)
Monzoni Neto, Mario Prestes
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Resumo
No século XXI, a transição energética é um dos desafios centrais para o desenvolvimento sustentável, pois exige mudanças estruturais nos sistemas de produção e consumo de energia para garantir a segurança, a equidade e a sustentabilidade. O cenário brasileiro apresenta um contexto energético repleto de oportunidades e desafios que devem ser bem planejados devido à sua matriz energética majoritariamente renovável, mas ainda condicionada a combustíveis fósseis em setores estratégicos. A formulação de políticas públicas para a transição energética deve abranger a complexidade do setor e levar em conta questões regulatórias, geopolíticas e socioeconômicas. Em 2024, a Política Nacional de Transição Energética (PNTE) foi lançada como um marco regulatório para impulsionar o Brasil em direção a uma matriz energética mais limpa e sustentável, mas sua efetividade depende de mecanismos de implementação claros, financiamento e governança mais eficientes geridos por atores privados e públicos. Outras áreas envolvidas dizem respeito à transição energética no contexto brasileiro, geopolítica, segurança energética, sustentabilidade e transição energética. O estudo de caso do PNTE tem por objetivo analisar suas diretrizes e seus desafios para uma transição energética justa no Brasil. Fatores analisados neste trabalho abrangem a governança do setor, incluindo a necessidade de mais integração entre política energética e climática; o papel do Estado e do setor privado na governança do setor; e os desafios socioeconômicos da transição. O estudo conclui que uma governança eficaz, juntamente com incentivos para inovação tecnológica e infraestrutura, serão determinantes para consolidar o Brasil como referência global na transição energética. Ademais, reforça-se a necessidade de um planejamento estratégico das demandas futuras de energia, em linha com a nova cultura de consumo e a popularização do uso das inteligências artificiais.
