A outra face do parto: a incidência da violência obstétrica no trabalho de parto
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Data
2020
Autores
Orientador(res)
Maia, João Marcelo
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Resumo
É praticamente impossível pensar em parto sem associá-lo a sofrimento e dor, sendo esses fatores não somente fisiológicos, mas intensificados pelas condutas médicas intervencionistas. Esses procedimentos, que deveriam beneficiar e assegurar o cuidado da mulher nesse momento tão decisivo, causam danos físicos e psicológicos, fazendo com que ela seja alvo de uma verdadeira violência. Embora esse cenário seja nocivo, ele é perpetuado na maioria dos partos hospitalares, o que gera a banalização e institucionalização do mesmo, o que pode dificultar a percepção e a denúncia das parturientes. Dessa maneira, o presente trabalho se propõe a refletir e compreender as manifestações e desdobramentos da violência obstétrica, as percepções das usuárias acerca do atendimento recebido e as influências sociológicas e culturais na parturição. Para tal análise, realizei 5 entrevistas semiestruturadas com mulheres na faixa etária de 20 a 27 anos, cuja experiência de parto tenha ocorrido há no máximo 4 anos.
