Ensaios sobre racionalidade e gênero

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Data
2025-07-31

Orientador(res)

Tabak, Benjamin Miranda

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Esta dissertação é composta por três artigos que abordam aspectos subjacentes ao pensamento racional no processo de julgamento e tomada de decisão. O primeiro artigo analisa, pela técnica de bibliometria, a pesquisa científica global sobre o pensamento racional nos últimos 50 anos e apresenta, a partir da revisão sistemática de literatura, os principais instrumentos de medição utilizados. Os resultados demonstraram o crescente interesse na temática da medição do pensamento racional, com destaque para a utilização do Rational Experiential Inventory e para a relevância das pesquisas conduzidas por Keith E. Stanovich, pelo critério produtividade, e por Lowell W. Busenitz e Jay B. Barney, pelo critério citação. O segundo artigo analisa as diferenças de gênero na medição do pensamento racional a partir da revisão sistemática da literatura científica global dos últimos 40 anos, com a indicação dos principais tópicos de pesquisa e da sistematização das abordagens da variável gênero utilizadas nas etapas de levantamentos de dados. Os resultados mostraram que as diferenças de gênero que ligavam o masculino ao pensamento racional e o feminino ao emocional não estão sendo corroboradas pelos experimentos de validação dos instrumentos de medição; e que a maior parte das pesquisas não diferenciaram gênero de sexo e subestimaram aspectos conceituais da variável investigada, o que pode perpetuar estereótipo de gênero. O terceiro artigo analisa e interpreta dados fornecidos por empresas interessadas em compor a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, nos anos de 2022/2023, e descreve, a partir de um modelo estatístico de regressão logit, quais políticas de equidade de gênero são mais preditoras da ocupação da mulher no cargo de chefe executivo (CEO). Os resultados demonstram que ações do Conselho de Administração voltadas a ampliar a diversidade de gênero na composição dos cargos de alta liderança possuem maior interferência no aumento da probabilidade dessa ocupação por mulheres, o que corrobora as pesquisas anteriores que apontam a necessidade de estímulos de promoção de igualdade, equidade e paridade de gênero para mitigar disparidades decorrentes de estereótipo e viés de gênero. Os achados dessas pesquisas contribuem para a literatura sobre a temática e fornecem insights para o desenvolvimento de novos estudos e de políticas públicas informadas por evidências e voltadas a estimular comportamentos mais racionais

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