A servidora pública e a desigualdade de gênero nos cargos de chefia: uma análise sob a ótica do viés do status quo

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Data
2022-10-21

Orientador(res)

Carvalho, Marco Antônio Teixeira

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A disparidade na ocupação de mulheres nos cargos decisórios precisa ser debatida de maneira ampla e multidisciplinar pois ultrapassa as questões de cultura, perpassa aspectos culturais, comunitários inerentes à determinados grupos e pessoas, além de impactar na produtividade das instituições. Este trabalho busca contribuir com a discussão que envolve o tema desigualdade de gênero nos cargos de chefia do serviço público e fazer uma análise desse fenômeno sob a condição do viés cognitivo do status quo. A pesquisa não objetiva exaurir o tema tampouco confirmar a hipótese levantada, apenas visa identificar uma possibilidade para que possa ser combatido o viés e proporcionar uma maior percepção das causas das desigualdades do apoderamento feminino nos cargos públicos de chefia. A hipótese a ser analisada é que as mulheres tendem a não demonstrar interesse em assumir cargos de chefia pois suas responsabilidades fora do trabalho já lhe consomem muito tempo, e assumir um cargo decisório seria alterar o estado que se encontram de estabilidade. Um dos motivos seria o viés denominado de status quo. Esta pesquisa procura verificar se existe relação entre o viés do status quo, e a motivação das mulheres em não terem maior expressividade nos cargos de chefia no serviço público. Para essa finalidade, realizou-se um questionário com 105 pessoas de diferentes sexos e regionalidade. Além disso, foram apresentados dados sobre o tema além de abordar as questões de gênero nas organizações públicas, com recortes na visão das próprias servidoras na sua ocupação nos cargos de líderes. Foi realizada pesquisa quali-quantitativo através de questionários semiestruturados cujo resultado indica a hipótese levantada onde as mulheres optam por não assumirem cargos de chefia com base no viés cognitivo do intitulado status quo. Revisitando a literatura e analisandos os resultados, percebe-se evidências empíricas importantes na avaliação do fenômeno desigualdade de gênero nos cargos decisórios do serviço público. Por fim, propor reflexões acerca dos possíveis fatores que influenciam nessa disparidade para, ao final, sugerir possíveis recursos para mitigar tais incongruências.

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