Projeto de vida agroecológica: uma opção da classe média

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Data
2020-12-10
Orientador(res)
Gonçalves, Martina Spohr
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Resumo

A presente pesquisa tem a intenção de fazer um levantamento histórico sobre a constituição da classe média brasileira, a partir do processo de industrialização impulsionado pelas políticas econômicas da década de 1950. Em paralelo, é analisado como a degradação ambiental se tornou um debate urgente, despertando o interesse de membros originários da classe média urbana em migrar para o campo, com o intuito de aderir a um projeto de vida agroecológica. A proposta de mudança no estilo de vida requer um questionamento crítico sobre os impactos do modelo consumista hegemônico e pressupõe que a rticulação para viabilizar essa migração é consequência de privilégios materiais e culturais, propagados dentro da classe média há gerações. Como ferramenta de aprofundamento analítico, foi desenvolvida um conjunto de entrevistas com pessoas que relataram suas histórias de êxodo urbano, fundamentadas na crença de que a prática da agroecologia propaga a sustentabilidade tanto ambiental, quanto nas relações pessoais, à medida que é baseada em princípios de cooperação e não de competitividade. Finalmente, suas narrativas expõem uma reconciliação pessoal com a natureza e suportam algumas contribuições deste trabalho, revelando como alguns membros da classe média, adeptos da migração, entendem seus privilégios e reconhecem sua identidade de classe, revelando suas expectativas e o limitado alcance do projeto individual como instrumento de mudança social.


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