Menos Brasília, pior educação básica: efeitos da (des)coordenação federativa
Carregando...
Arquivos
Data
2024-12-06
Autores
Orientador(res)
Abrucio, Fernando Luiz
Métricas
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo
O objetivo desta Tese é compreender o papel do governo federal na educação básica do ponto de vista das relações intergovernamentais. Especificamente, busca-se qualificar as características que compõem o que chamamos, na literatura, de coordenação federativa da União e assim compreender seus efeitos na indução de políticas educacionais aos estados e municípios brasileiros. Essa relação é analisada a partir de uma reconstrução histórica, em três recortes: pré-88, pós-88 e o governo Bolsonaro. Até a redemocratização, a União não dispunha de um modelo forte de articulação federativa no campo educacional. Com a Constituição Federal e a instituição do regime de colaboração no capítulo da Educação, surge um novo modelo coordenação e indução federativa que teve grande impacto sobre o sistema de ensino. No entanto, com o governo Bolsonaro, observamos uma alteração brusca nesse padrão de coordenação, enfraquecendo entre os três entes federativos, gerando piora no desempenho educacional do país. Em síntese, o que a análise da Tese revela é que a atuação do MEC na coordenação federativa da Educação Básica melhora os seus resultados, dada a desigualdade territorial do país e a necessidade de uma visão nacional que articule a implementação dos estados e municípios. Muitas coisas podem ser feitas para melhorar a ação federal de coordenação, mas sem ela, como mostra uma longa trajetória história e o período bolsonarista, há uma probabilidade grande de piora na política educacional. Nesse contexto, torna-se imprescindível instituir um Sistema Nacional de Educação que assegure a coordenação e a articulação contínua entre o governo federal, os estados e os municípios.
