Modelagem da frequência de sinistros de automóveis nas regiões sul e sudeste do Brasil: um estudo de caso utilizando a distribuição Bell 

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2021

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Temos que uma prática bem comum no setor de seguros, especialmente o não-vida, para o cálculo do prêmio de risco, é se ajustar um Modelo Linear Generalizado (MLG) utilizando a distribuição de Poisson para a frequência de sinistros. Esse estudo buscou comparar duas distribuições aplicáveis a dados de contagem para modelar o número de sinistros, considerando alguns fatores de risco como idade e sexo dos motoristas, além do local da ocorrência, nesse caso, representada pelos estados das regiões sul e sudeste do Brasil. Para tanto, foram utilizados dados recentes disponíveis na página oficial da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), referentes a 2019, sobre a ocorrência de sinistro, indenizações pagas e características dos condutores. Para a modelagem da frequência de sinistros, no primeiro modelo se utilizou a distribuição de Poisson e no segundo modelo, a distribuição Bell. Os modelos foram estimados com função de ligação logarítmica, o que possibilita a construção de modelos multiplicativos no cálculo dos prêmios puros. Assim, estimar a frequência de sinistros torna-se um passo fundamental na construção de tabelas tarifárias e buscar alternativas que sejam mais simples e tão boas quanto as existentes, faz com que o mercado segurador se aprimore cada vez mais.

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