Teletrabalho e as mulheres: satisfação e conciliação entre a vida profissional e familiar

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Data
2020-08-03

Orientador(res)

Oliveira, Fátima Bayma de

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Objetivos: Apresentar resultados sobre a satisfação e conciliação da vida profissional e familiar das mulheres anuentes em teletrabalho na GGPAF/ANVISA. Além disso, o presente trabalho também pretende propor melhorias de intervenção para a manutenção do regime de teletrabalho e diminuição da evasão dos servidores com a triangulação dos resultados das pesquisas quantitativa e qualitativa realizadas com as servidoras em teletrabalho na GGPAF/ANVISA. O estudo é relevante para a instituição pois visa avaliar a satisfação no teletrabalho das servidoras anuentes e como atualmente suas servidoras conseguem conciliar a vida profissional e familiar no ambiente de teletrabalho. Metodologia: Foi realizada a pesquisa teórica sobre o assunto com o objetivo de investigar e fornecer argumentos sobre os motivos da opção ao teletrabalho. A bibliografia ajudou a entender a realidade das mulheres em sua rotina profissional e doméstica bem como o crescente número de mulheres em busca do home office. Foram realizadas duas fases de coleta de dados: a Fase 1 adotou uma perspectiva qualitativa, sendo realizadas 9 entrevistas com servidoras em teletrabalho na Anvisa. Na Fase 2, foi empregada a metodologia quantitativa com um questionário adaptado elaborado e validado por Guerra (2013) com respostas fechadas disposto eletronicamente via Googleform e enviado via e-mail e grupos de WhatsApp às servidoras em atividade no teletrabalho da GGPAF/ANVISA. Com a finalidade de melhor avaliar as atitudes das servidoras em relação ao regime de teletrabalho, o presente estudo integrou a abordagem quantitativa e qualitativa. Resultados: A análise das entrevistas e do questionário revelou que, de modo geral, as mulheres estão satisfeitas com o home office. A maioria considera que os benefícios e melhorias na qualidade de vida com o teletrabalho superam as desvantagens do isolamento social e o acúmulo de tarefas domésticas em casa. Dentre as vantagens mais citadas, podemos destacar a convivência familiar, com a participação mais ativa na vida dos filhos pequenos e dos pais idosos, bem como a autonomia do tempo e deslocamento nas grandes cidades como essenciais para a permanência no teletrabalho. Limitações: O estudo está sujeito a limitações, por se tratar de uma pesquisa específica com as mulheres em teletrabalho na GGPAF/ANVISA. É importante considerar a subjetividade das entrevistas, bem como o contexto da instituição Anvisa, de forma que os resultados apresentados não devem ser estendidos a outras instituições da Administração Pública. Aplicabilidade do trabalho: O estudo do tema é relevante, uma vez que busca responder como as mulheres conseguem conciliar sua vida profissional e familiar no mesmo ambiente. Ainda, a pesquisa realizada poderá servir de apoio para estudos futuros em outras instituições públicas que têm a intenção de adotar o regime de teletrabalho permanente. Contribuições para a sociedade: A importância das mulheres, tanto individual como socialmente, no âmbito profissional e familiar ao mostrar como é possível executar várias funções ao mesmo tempo (mãe, mulher, trabalhadora) em nossa sociedade.

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