A rede social corporativa como instrumento da gestão de riscos nas organizações públicas

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Data
2020-09-29

Orientador(res)

Motta, Paulo Roberto

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Objetivo – O presente trabalho busca compreender a influência da comunicação interna na implementação da gestão de riscos nas organizações públicas. Desse modo, o referencial teórico explora o conceito de risco e gestão de riscos, bem como procura investigar a comunicação organizacional como fator de engajamento e a rede social corporativa como ferramenta para que as mudanças de cultura sejam mais rapidamente incorporadas. Metodologia – A pesquisa utilizou a seguinte sistemática para a coleta de dados: um questionário online (survey), que foi aplicado aos procuradores da Fazenda Nacional, a fim de apurar dados quantitativos e qualitativos decorrentes da percepção dos respondentes em relação à maturidade da gestão de riscos na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN. Considerando tratar-se de um estudo exploratório que objetiva investigar a influência da comunicação interna sobre a gestão de riscos nas organizações públicas, optou-se pelas seguintes técnicas de análise desses dados: (a) Análise Fatorial Exploratória (AFE), indicada para a apuração dos elementos quantitativos; e (b) Análise de Conteúdo (AC), adequada para a interpretação dos dados qualitativos. Foram ainda utilizados os métodos Kaiser-MeyerOlkin (KMO) e o Teste de Esfericidade de Bartlett para aferir a validade e confiabilidade das variáveis escolhidas. Resultados – Na Análise Fatorial Exploratória (AFE), após o agrupamento de questões com perfis de respostas semelhantes, o estudo foi reduzido a três fatores que atingiram, respectivamente, os seguintes índices de maturidade, com suporte no Referencial Básico de Gestão de Riscos do Tribunal de Contas da União: 1) Comunicação e capacitação - 14%; 2) Patrocínio da alta administração - 29%; e 3) Resultados do processo de gestão de riscos - 35%. Já o índice total de maturidade obteve o equivalente a 24%, revelando que a PGFN se encontra classificada no nível básico de maturidade. A Análise de Conteúdo (AC), por seu turno, desdobrou-se também em três fatores, alinhados aos constructos destacados na AFE, os quais seguem a seguinte ordem: 1) Ausência de comunicação e capacitação para o gerenciamento de riscos; 2) Necessidade de diretriz para assegurar a gestão de riscos; e 3) Patrocínio da alta administração. Contribuições práticas – A utilização de um canal apropriado de comunicação viabiliza aos procuradores, que, em sua maioria, encontram-se em unidades descentralizadas, a interação necessária para que demonstrem a relevância do exercício de suas atividades na identificação dos riscos que possam afetar de alguma forma a organização, bem como possibilita que as carências e dificuldades enfrentadas diuturnamente ou mesmo os pleitos exitosos sejam compartilhados com todos os membros da carreira, dando, assim, voz e projeção a todos de forma indistinta, pois muitas potencialidades adormecidas poderão emergir a partir desse reconhecimento merecido e tão necessário para alavancar a empatia, que certamente passará a vicejar com a quebra de paradigma respaldado pelo intercâmbio de informações. Contribuições sociais – Pesquisas demonstram os efeitos positivos proporcionados às organizações que possuem redes sociais corporativas, as quais tem o condão de fomentar o capital social, conduzindo ao engajamento e ao resgate do senso de pertencimento necessários para o êxito das políticas e projetos já implementados ou que se pretenda implantar.

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